O que é tecnologia disruptiva? Aprenda mais sobre o assunto

Nunca se utilizou tanto os recursos tecnológicos como nos dias de hoje. Para se ter uma ideia, dados da FGVcia, pertencente à Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontam que, em 2020, as empresas investiram 8% do seu faturamento em soluções de TI. Nesse contexto em que a transformação digital vem ocorrendo de forma acelerada, surgiu o conceito de tecnologia disruptiva, o qual já é amplamente utilizado no mercado.

Entretanto, apesar de usual, muitos ainda têm dúvidas do que se trata o termo e quais ferramentas o englobam. Se você chegou até aqui, esse pode ser o seu caso. Acertamos? Então, confira o nosso post, pois é justamente sobre isso que vamos falar!

Entenda o que é tecnologia disruptiva

Antes de abordarmos a tecnologia disruptiva em si, é importante expormos o conceito de disrupção, o qual é um sinônimo para inovação e quebra de paradigmas. Ou seja, trata-se de recursos e soluções tecnológicas que revolucionam e aprimoram ferramentas de forma significativa, bem como produtos e serviços que antes não existiam.

Geralmente, os pontos que tornam uma solução disruptiva são as facilidades que trazem para os usuários, o custo-benefício, o desempenho, a performance e as mudanças proporcionadas aos mais diversos processos. Na prática, é qualquer inovação que muda a maneira como empresas, indústrias e consumidores operam.

Vale frisar que, para ser realmente considerada disruptiva, a tecnologia deve ser acessível. Em muitos casos, só quando ela é refinada o suficiente para ser sustentável é que será considerada como inovadora para o mercado.

Saiba por que usar tecnologia disruptiva

Para começar, elas contribuem para que as organizações encontrem formas de se adaptar às transformações do mercado trazidas pela transformação digital.

Além disso, é importante ressaltar que esses recursos auxiliam diretamente na otimização da produtividade, no relacionamento com clientes, na gestão, no encontro de gaps e gargalos, no aprimoramento de tarefas diárias e na entrega de produtos e serviços inovadores e com qualidade.

Ou seja, as companhias que já estão investindo em ferramentas tecnológicas com potencial disruptivo estão à frente da concorrência. Em contrapartida, aquelas que ainda não começaram estão arriscando perder consumidores para as concorrentes que iniciaram esse processo de mudanças organizacionais.

Conheça 5 exemplos de tecnologia disruptiva

Agora que você já conhece o conceito e sua importância para as empresas atuais, talvez esteja se perguntando quais são as tecnologias disruptivas que já são adotadas no dia a dia organizacional. Veja 5 exemplos a seguir.

1. Cloud computing

Também conhecida como computação em nuvem, é um dos recursos mais populares e também utilizados pelos negócios. O armazenamento de dados na internet revolucionou a forma como as empresas e usuários lidam com seus documentos, dados e arquivos, os quais estão mais seguros e acessíveis a partir de qualquer localização, bastando um dispositivo conectado.

Isso sem contar que o imenso volume de informações geradas com o auxílio da tecnologia só se tornou possível em função desse banco de dados ilimitado que é a nuvem.

2. Internet das coisas (IoT)

Essa tecnologia disruptiva que integra conectividade e inteligência à infraestrutura física tem transformado áreas como logística, vendas, saúde e meio ambiente. Isso porque, a partir dela, todas as coisas, como TVs, carros, acessórios vestíveis com sensores e eletrodomésticos estão conectados à internet.

Um exemplo é a Amazon Go, loja da Amazon sem funcionários nem filas. No local, o espaço é todo equipado com câmeras, sensores e QR codes que captam quais são os itens que os clientes tiraram ou colocaram de volta nas prateleiras. Assim, a cobrança é feita diretamente no cartão de crédito, de forma totalmente automatizada.

3. Inteligência artificial

A inteligência artificial é um recurso tecnológico já consolidado em um grande número de empresas. Inclusive, conforme pesquisa da Accenture, ela deve ser responsável por 40% da produtividade nos próximos 15 anos, o que significa que as companhias que a utilizam provavelmente darão um salto importante nas operações.

As máquinas inteligentes são capazes, por exemplo, de realizar atendimentos telefônicos e chats, gerar relatórios de análises comportamentais do consumidor, direcionar transações e atuar em jornadas de trabalho muito superiores e menos custosas do que a realizada por seres humanos.

4. Machine Learning

Também chamado de aprendizado de máquina, é a tecnologia disruptiva que está por trás de várias outras, já que, por meio de algoritmos e outros processos, permite aos sistemas evoluírem em desempenho conforme novos dados são coletados, armazenados e analisados.

Alguns exemplos de uso corporativo são no cruzamento de dados para detectar problemas de saúde, observação de padrões de consumo como os de energia elétrica, navegação inteligente em aplicativos como Waze e Google Maps e recomendação de produtos no varejo.

5. Blockchain

Outra tecnologia disruptiva que vale a pena ser citada é a Blockchain, ou cadeia de blocos. Foi criada em 2008 com o objetivo de servir de base para a criação de moedas digitais como a Bitcoin e outras criptomoedas.

No entanto, essa estrutura de dados criptografada e altamente segura passou também a ser utilizada para outros tipos de transações, como em assinaturas digitais, gestão de contratos, gestão de cadeias de abastecimento e proteção de ativos.

Veja as vantagens de implementá-las

Pelo que mostramos até aqui, você certamente teve uma ideia de como os tipos de tecnologia disruptiva auxiliam no dia a dia de organizações dos mais variados portes e setores. Na prática, algumas das vantagens são:

  • virtualização de ambientes: consiste no processo de tornar algo disponível no ambiente virtual, seja dentro de um programa de computador ou na internet;
  • melhor uso de dados: as organizações passam a coletar dados muito mais volumosos e consistentes sobre os mais diversos processos;
  • segurança às informações: relacionada às perdas, extravios e acessos indevidos, por exemplo, mas também à compliance perante a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
  • redução de custos: acontece em função de vários fatores, como substituição de mão de obra humana, minimização de despesas com infraestrutura de TI e virtualização de sistemas;
  • automatização de processos: gera diminuição nas etapas de trabalho e aumento na produtividade, refletindo-se em melhores resultados e lucratividade.

Esses são apenas alguns dos benefícios dos recursos tecnológicos mais inovadores para os negócios. No entanto, para utilizá-los com o máximo desempenho, é preciso fazer análises internas e verificar que tipos de mudanças devem ser implementadas para recebê-los.

Atente-se aos desafios de adotá-las

Novidades no mundo corporativo não podem ser inseridas do dia para a noite. Quando se trata da inserção das tecnologias disruptivas nas diferentes áreas e tarefas diárias, é a mesma coisa.

Para começar, as empresas precisam investir em uma cultura de inovação, a qual insira todos os colaboradores e demonstre a importância dos novos recursos para a otimização do desempenho, da produtividade e dos resultados.

Outra questão a ser levada em conta é que não adianta implantar uma ou duas tecnologias disruptivas isoladamente pensando em obter otimização de processos, já que mudanças realmente inovadoras ocorrem justamente na convergência e integração entre os recursos.

Além disso, é preciso avaliar fatores como custos de investimento, sistemas legados, quem serão os responsáveis pela utilização, treinamentos e outros.

Porém, por mais complexo que isso pareça, empresas que não começarem esse movimento de adoção de tecnologias disruptivas muito provavelmente vão perder pontos para a concorrência, estando fadadas ao insucesso. Em contrapartida, após os esforços de tempo e dinheiro, certamente bons resultados começam a surgir a médio e longo prazos.

Esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo. Para saber mais sobre este e outros assuntos, continue acompanhando o blog da Imaginedone!

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