Metaverso x negócios: a tecnologia sobre uma ótica mercadológica

O Metaverso já é uma realidade que tem sido cada vez mais discutida e trabalhada por diferentes organizações. 

Entretanto, o assunto parece distante quando olhamos sobre uma ótica mercadológica. Afinal de contas, empresas já estão implementando essa inovação? É possível se beneficiar dela?

Como estes são questionamentos cada vez mais comuns, trouxemos algumas informações sobre o conceito, bem como uma discussão relacionada ao ambiente corporativo.

O que é o Metaverso?

Metaverso x negócios: a tecnologia sobre uma ótica mercadológica, Imaginedone

Após a META – Organização que reúne o Facebook, WhatsApp e Instagram – anunciar em 2021 um investimento bilionário na criação da tecnologia, o assunto entrou em pauta e se tornou febre entre os apaixonados por inovação, mesmo que o conceito de Metaverso exista desde a década de 90.

De modo geral, o Metaverso pode ser entendido como uma extensão do mundo físico, no ambiente virtual. Mas, por que tanto buzz sobre isso? Porque ele promete revolucionar a forma como vivemos e enxergamos o mundo em um futuro nem tão distante assim.

Na prática, trata-se de um espaço online compartilhado, que permite aos usuários conversar, andar e se visualizar num ambiente tridimensional. Ou seja, realizar ações corriqueiras do cotidiano em um ambiente totalmente conectado e digital.

Isso é possível pela integração de diversas tecnologias, como internet das coisas (IoT), realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR), inteligência artificial (IA), internet 5G, bem como novos modelos de trabalho e interação entre as pessoas, como é o caso das redes sociais. 

No Metaverso, o usuário pode participar do mundo virtual sempre que desejar, por meio de acessórios como óculos de VR/AR, avatares online e terras digitais. Essas podem ser espaços inventados, comprados em sites especializados ou que simulem um ambiente físico. 

Para além do entretenimento, como o Metaverso já está fazendo parte das empresas?

Metaverso x negócios: a tecnologia sobre uma ótica mercadológica, Imaginedone

O conceito do Metaverso pode parecer um verdadeiro deslumbre para quem é apaixonado por tecnologia. Mas, no mundo real, capitalista, de empresas, negócios, comércio, como funcionaria? Essa é uma dúvida recorrente no setor.

Hoje em dia, diversas empresas estão fazendo investimento e criando passagem para o Metaverso, o que, por si só, faz com que a tecnologia se fortaleça cada vez mais no mercado. 

No entanto, segundo a Gartner, a inovação terá uma compreensão única ou limitada a certos números até 2029. Ou seja, conforme a previsão, não falta muito para isso acontecer. 

Outro dado relevante sobre o Metaverso em uma ótica mercadológica é da Ernst & Young, que prevê uma movimentação de cerca de US$48 bilhões até 2026, com a revolução do Phygital.

E com tanto dinheiro envolto, é um fato que o Metaverso trata-se de uma forte tendência mercadológica, que vai de encontro à Transformação Digital e às novas possibilidades trazidas pelos recursos tecnológicos. Para que sua implementação fique mais clara, vamos a alguns exemplos:

Criação de ambientes de trabalho virtuais

Metaverso x negócios: a tecnologia sobre uma ótica mercadológica, Imaginedone

Imagine ter uma equipe toda remota, que consegue se reunir, trabalhar, desenvolver projetos, entre outras atividades, como se estivessem dentro de um mesmo escritório. Isso já vem se tornando uma realidade dentro do Metaverso, que visa otimizar ainda mais a experiência sensorial e imersiva.

Para isso ser possível, os colaboradores utilizariam óculos especiais de VR e AR, sendo transportados para um ambiente virtual conjunto, representados por avatares. 

A própria empresa do Facebook, que criou o conceito, já está desenvolvendo o Horizon Workrooms, que simula um ambiente de trabalho virtual e permite a interação entre equipes, capazes de gesticular e fazer diferentes expressões faciais.

Além disso, hoje já existem sistemas de videoconferências que permitem aos participantes entrarem em reuniões online com avatares 3D animados, como é o caso do Microsoft Teams.

Estratégias de Marketing

Metaverso x negócios: a tecnologia sobre uma ótica mercadológica, Imaginedone

Certamente o Marketing será uma das áreas que mais se utilizará do Metaverso na criação de suas campanhas. Aproveitando o segmento de games, onde é necessário criar um avatar para participar, como é o caso do Roblox e Fortnite, marcas de luxo vêm apostando no conceito.

Esse é o caso, por exemplo, da grife Balenciaga, que criou quatro roupas virtuais para serem usadas pelos avatares do Fortnite. 

Por aqui, a Renner testou um ambiente virtual por meio da Renner Play. Dentro do mesmo jogo, a marca lançou um mapa que simulava uma loja física. Na simulação, foram fornecidos QR Codes, que direcionavam os usuários ao seu e-commerce.

Outra forma de fazer Marketing no Metaverso é com influenciadores virtuais, como é o caso da Lu, da varejista Magalu.  

Vale citar também o Banco Itaú, que criou uma ação chamada #2022EmUmaPalavra, transportando-a para o Multiverso, de forma a atrair os gamers para a instituição.  A campanha foi colocada na Cidade Alta, servidor de RolePlay da Outplay, o maior e mais assistido da América Latina, bem como em outdoors de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Aliados das vendas multicanal

No setor de e-commerce, a união entre os ambientes físico e digital também é uma das grandes apostas. Nesse caso, a tecnologia pode permitir o desenvolvimento de ambientes virtuais de lojas, onde os consumidores podem experimentar produtos e verificar detalhes importantes antes de comprar. 

Outra possibilidade para o comércio eletrônico é promover passeios virtuais, como é o caso da varejista americana, American Girl, que criou uma versão de sua loja física no digital.

Uma ação bastante ousada e criativa também foi a da marca Gucci, que criou uma versão de um tênis que só existe no mundo virtual, para ser usado apenas nesse ambiente. Ele funciona como um filtro, aparecendo quando se aponta a câmera de dispositivos para os pés, fazendo uma foto como calçado. 

Também foi vendida uma versão digital da bolsa Dionysus na plataforma do jogo Roblox, pelo valor de US$4.115, preço maior do que a versão física.

Porém, com o Metaverso, as percepções dos usuários podem se tornar, em breve, ainda mais realistas e interativas, graças à otimização dos aspectos gráficos. 

Como você pôde notar por meio dos diferentes exemplos trazidos no artigo, o conceito só tende a crescer entre as áreas citadas e muitas outras. 

Apesar de a relação Metaverso X empresas ser recente, é um cenário para se ficar de olho, especialmente aquelas empresas que desejam sair a frente da concorrência. O momento de investir e inovar é agora, afinal de contas, o Metaverso é um investimento a médio e longo prazo, que certamente renderá bons frutos no futuro.

Gostou do artigo? Então confira o conteúdo que fala sobre como a tecnologia mudou os nossos hábitos!

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